Chico esperto III
Ao ver-se denunciado pela revista “Focus” pela prática de acto que claramente configura fuga ao pagamento de impostos municipais, Francisco Lopes, presidente da Câmara de Lamego, como já é seu hábito, age e reage à Chico esperto.Em vez de pedir desculpa e dirigir-se, imediatamente, à repartição de finanças para repor a verdade e repor os pagamentos devidos pela correcta aplicação dos impostos municipais, foge às suas responsabilidades e acusa os vizinhos de fazer o mesmo. Ora, isto é duplamente condenável.
Primeiro, um cidadão que desempenha as funções de presidente da Câmara deve ser cumpridor e um exemplo para a sociedade. Francisco Lopes não é uma coisa nem outra. Um político responsável fazia mais. Enchia-se de vergonha e demitia-se, na hora.
Segundo, Francisco Lopes considera (a aferir pelas suas declarações) que os seus vizinhos também fogem ao pagamento de impostos municipais. E, apesar de conhecer esta, eventual, verdade não actua. Actuar, não é fazer queixinhas públicas, é actuar mesmo. Francisco Lopes, em matéria de impostos municipais, é uma autoridade. Ao tomar conhecimento de, eventuais, cidadãos incumpridores, em matéria de pagamento de impostos municipais, deveria, de imediato, diligenciar para que os mesmos fossem notificados a repor a legalidade. Francisco Lopes não o fez nem se propõe fazê-lo, propõe-se, antes, aproveitar o suposto guarda-chuva dos vizinhos para também ele prejudicar o erário público.
Esta atitude do presidente da Câmara de Lamego é um autêntico apelo à desobediência civil em matéria de pagamento de impostos. É que poderá o cidadão comum pensar: “Se o presidente não paga, eu também não pago”.

<< Home